segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Campanha: não siga idiotices no Twitter



Não sei se a maioria das pessoas está notando, mas uma parte certamente sim, o Twitter está lotado de idiotices e coisas inúteis. É impressionante como as pessoas não conseguem tirar o melhor de uma grande idéia como essa.

Conhecem a frase "Se não tem nada para falar, fique calado." ? Então, para bom entendedor, 140 caracteres bastam.

domingo, 22 de novembro de 2009

De cuba, com carinho



Na sexta-feira pela manhã terminei de ler o livro "De Cuba, com carinho", da famosa blogueira cubana Yoani Sanchez. O livro é um apanhado maravilhoso dos melhores textos - selecionados pela própria autora - de seu polêmico blog Generación Y, que, com milhões de acessos mensais, foi eleito um dos 25 melhores blogs do mundo. Da mesma forma., Yoani foi eleita pela revista Time uma das mulheres mais influentes do mundo.

Vale citar que em Cuba a compra de computadores é proíbida, assim como o acesso a internet. Somente estrangeiros residentes no país e pessoas autorizadas pelo governo podem desfrutar desse "luxo". Yoani conta com uma rede de amigos e seguidores em  vários países, especialmente cubanos que vivem no exterior, para postar seus textos clandestinamente. Enquanto não era uma pessoa pública, era ainda conseguia se passar por estrangeira - com pele branca, herdada dos avós espanhóis - e acessar a internet em hóteis, pubs e cafés, quando tinha algum dinheiro.

A autora se concentra em relatar - da forma mais sagaz, inteligente e sarcástica possível, -o cotidiano da vida na Ilha. Ela aborda temas como o racionamento dos alimentos, a precariedade da saúde e educação, pirataria e contrabando, como também faz duras críticas políticas e ideológicas ao governo de Fidel e Raul Castro. Denomina Cuba, com pesar, como "um país encalhado no tempo".

Um dos melhores textos é o "Venha e viva essa experiência", onde Yoani convida os turistas à visitarem Cuba, mas não da forma como geralmente o fazem. Ela narra como seria o desafio de passar uma temporada na Ilha vivendo como os cubanos realmente vivem e tendo que lidar com uma série de problemas e limitações cotidianas.

Enfim, é uma leitura muito interessante e de linguagem fácil. Está mais do que indicado!


quinta-feira, 19 de novembro de 2009

25 anos de impunidade do acidente químico em Bhopal


Em 2009 tivemos o vigésimo quinto aniversário do vazamento de gás tóxico na cidade indiana de Bhopal, que causou milhares de mortes e exigem justiça para as centenas de milhares de vítimas. O governo indiano estima que 15 mil pessoas morreram nestes 20 anos em decorrência da contaminação, mas ativistas falam em quase 33 mil vítimas no total.
Defensores dos direitos humanos, ecologistas, milhares de sobreviventes e pessoas que apóiam os atingidos participaram hoje, de uma passeata pela cidade de Bhopal, capital do estado de Madhya Pradesh, no centro da Índia, para lembrar a catástrofe. Os manifestantes levavam retratos de muitos dos mortos na tragédia e cantavam consignas pedindo justiça e a limpeza da área, ainda contaminada. Durante a passeata, foram queimadas imagens com os símbolos da empresa americana Union Carbide, proprietária da fábrica de pesticida onde aconteceu o acidente, e da também americana Dow Chemical, que a adquiriu em 2001.
Centenas de sobreviventes e milhares de outras pessoas participaram na noite de quinta-feira de uma vigília na qual, como a cada ano, foram acendidas velas e as vítimas de Bhopal foram lembradas.
O acidente químico, ocorrido pouco depois da meia-noite do dia 2 de dezembro de 1984, causou inicialmente a morte de 7 mil pessoas. Vinte anos depois da catástrofe, muitas das vítimas e seus familiares continuam sem receber nenhuma indenização e sem possibilidade de ter acesso a tratamentos médicos adequados.
A empresa Union Carbide aceitou, em 1985, a "responsabilidade moral" do acidente e acordou com o Executivo indiano, sem ir a julgamento, o pagamento de US$ 470 milhões de indenização. Este dinheiro foi depositado no Banco da Reserva da Índia e somente parte dele foi utilizado para indenizar algumas das vítimas. Estas não podem entrar com uma ação contra a multinacional americana, devido ao acordo feito com o governo.
Em outubro, o Supremo Tribunal da Índia aprovou o pagamento de parte do dinheiro restante, cerca de US$ 350 milhões, a 572 mil vítimas e familiares, uma quantia muito inferior à que exigem. Mais de 100 mil pessoas, segundo várias organizações, sofrem na atualidade de doenças crônicas, como cegueira, câncer, tuberculose, problemas respiratórios, depressão, irregularidades menstruais e problemas de articulação. Shyam Agarwal, médico que participa da campanha de ajuda às vítimas de Bhopal, disse hoje que a incidência do câncer de pulmão na região aumentou significativamente e, embora não tenham mencionado números, organizações de defesa apontaram que é quatro vezes superior à habitual.
O médico afirmou que a companhia Dow Chemical, atual proprietária da fábrica, que está fechada, esconde informação vital para estabelecer um tratamento médico eficaz para as vítimas, como a composição exata do gás e a quantidade do mesmo. "O gás que vazou era formado por pelo menos 21 tipos de gases, dos quais até o momento só dez puderam ser identificados", disse Agarwal, que explicou que muitos dos doentes recebem tratamento médico gratuito em um hospital local.

A BBC publicou em 2004 uma pesquisa que indicava que a água em Bhopal tem um nível de contaminação 500 vezes mais alto que o limite estabelecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Depois destas denúncias, as autoridades de Madhya Pradesh anunciaram ontem que ordenaram uma pesquisa para determinar a quantidade de lixo tóxico que há na área e prometeu que este será um primeiro passo para uma "limpeza total".
A Union Carbide começou os trabalhos de limpeza do local depois do acidente, gastando cerca de US$ 2 milhões. Em 1998, o governo assumiu as responsabilidades por essa operação.

Até hoje não houve justiça pelas vítimas de Bhopal.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Rapidinhas: Os PACs de José Serra

Enquanto o presidente Lula e a Ministra Dilma Roussef andam pelo Brasil acompanhando e inaugurando as obras do PAC, em São Paulo José Serra  anda às voltas para se esconder das câmeras, por conta dos repetidos escândalos causados pelos acidentes com suas obras.

Há tempos pessoas, casas e carros caíram no buraco do Metro; agora, várias pessoas ficaram feridas dentro de carros que foram esmagados por 4 colunas do RODOANEL que tombaram.

Já andam dizendo por aí que, no caso de Serra, PAC é o barulho de coisa caindo. Com a queda destas 4 colunas, houve 4 PAC's. Caiu a primeira e escutou-se um PAC, segunda outro PAC...

domingo, 15 de novembro de 2009

Rapidinhas: FHC decide, após 18 anos, reconhecer filho com jornalista

 Uma matéria, publicada na edição de hoje da Folha, informa que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (nosso famoso camelô de Estatais) reconhecerá oficialmente Tomas Dutra Schmidt como filho. O jovem hoje tem 18 anos, nasceu da relação amorosa que FHC teve com a jornalista Mirian Dutra, da TV Globo (claro, não poderia seria de outra emissora esse caso de amor).

Miriam Dutra vive fora do país até os dias de hoje, já que foi expulsa na época desse escândalo para não "manchar" a imagem do respeitado professor e sociólogo.

Ô gente chinfrin.

Rapidinhas: Collor entrega eleições de 1989 "Globo foi fundamental".

Fernando Collor, em entrevista a Folha Online, sobre as eleições presidenciais de 1989: "Relação com a Globo ajudou, sem dúvida nenhuma ajudou. Ajudou bastante."

Bom, sem comentários.

 p.s. E ele ainda teve um debate editado, a seu favor, porque tinha sido muito ruim. Depois dessa polêmica em 1989, a Globo decidiu nunca mais "editar" debates.

http://noticias.uol.com.br/especiais/eleicoes-1989/ultnot/2009/11/15/ult9005u10.jhtm

Rapidinhas: Brazil takes off!

O editorial da revista inglesa Economist afirma: "Brasil decola!". “Ao contrário da China, é uma democracia, ao contrário da Índia, não possui insurgentes, conflitos étnicos, religiosos ou vizinhos hostis. Ao contrário da Rússia, exporta mais que petróleo e armas e trata investidores estrangeiros com respeito.”

domingo, 8 de novembro de 2009

Yoani Sanchez: presa e torturada


Hoje saiu em vários jornais a prisão da famosa e polêmica blogueira cubana Yoani Sanchéz por oficiais do governo. Ela foi presa e espancada após se unir a amigos para participar de um protesto contra a violência. Chegou a pedir ajuda e socorro pelas ruas por estar sendo arrastada, mas os passantes nada fizeram, detidos pelos gritos dos oficiais "Se afastem! São contrarrevolucionários!".

Estou pasma com isso tudo. Tenho a impressão que a maioria das pessoas no mundo desconhece a atual situação dos moradores de Cuba. Eu mesma fiquei impressionada com as coisas que li e soube após começar a ter contato com o Generación Y, o blog da Yoani, e seu livro "De Cuba, com carinho".

Devaríamos de fato ajudá-la a chamar atenção para esse caquético e falido regime, que submete as pessoas a total falta de liberdade, em todos os sentidos. É inconcebível, nos dias de hoje, as pessoas serem proibidas de comprar computadores e de ter acesso a internet, e - muito pior do que isso - não terem direito a liberdade de expressão, de ir e vir e de viver como seres humanos.

Que a velhice e o odor fétido dessa ditadura sejam enterrados com a morte de Fidel Castro, um dia!

sábado, 7 de novembro de 2009

Filme do Cazaquistão abre competição do Festival do Amazonas

O Festival do Amazonas começou nesta sexta (6), no centenário Teatro Amazonas (inaugurado em 1986), em uma cerimônia com tapete vermelho, atores globais e a presença do governador Eduardo Braga (PMDB). Um dos momentos altos foi a presença da atriz Natália Timberg, que subiu ao palco e ouviu emocionada ao telefonema ao vivo do cineasta Carlos Manga, que seria um dos grandes homenageados deste ano, mas não pôde comparecer devido a uma fratura na bacia. "Sempre fiz os atores chorarem, hoje é a vez de vocês me fazerem chorar", brincou o diretor de novelas da Globo e filmes do período da Atlântida com Oscarito e Grande Otelo.

Em seguida, a exibição do filme brasileiro "Antes que o Mundo Acabe", de Ana Luiza Azevedo, decepcionou com exibição em digital - muitos críticos já haviam visto o filme em película, com melhor projeção, em outros festivais.

Na manhã deste sábado (7), foi exibido o primeiro filme da competição de longas de ficção: "The Gift to Stalin" (O presente para Stalin), de Rustem Abdrashov, do Cazaquistão. O diretor situa seu filme em 1949, período em que o país ainda era dominado pela União Soviética em plena Guerra Fria.

Sasha, um menino judeu, é salvo da execução por um velho inspetor de trens, Kasym. Aos poucos, ele constrói uma família que cuida dele, com Egi, uma espécie de pai adotivo, e Verka, uma linda mulher que é constantemente violentada pelos oficiais do Partido Comunista. Eles tentam viver felizes, mas o truculento oficial Balgabai leva as coisas para um fim trágico.

"The Gift to Stalin" tem algumas inverossimilhanças que, pela firmeza da direção, acabam resultando em boas ousadias poéticas. Mesmo separado dos seus pais ainda bebê, o menino Sasha não esquece os pais russos, capturados pelo exército de Stalin, e entra em um concurso para oferecer o melhor presente no aniversário de 70 anos do ditador, encontrá-lo pessoalmente e pedir a libertação dos pais. Ao final, a explosão de uma bomba atômica em plena apresentação infantil - Stalin escolheu o Cazaquistão para fazer seu primeiro teste nuclear em 1949 - resulta numa cena forte. Mesmo fugindo do tom melodramático, o filme faz lembrar muitos outros sobre a vida difícil em países miseráveis.

A programação continua com estranhos eventos ecológicos envolvendo as celebridades do festival. O ator Victor Fasano e a atriz francesa Mireille Darc vão "apadrinhar" uma espécie rara de árvore, a tanimbuca. Mas a competição deve melhorar neste sábado à noite, com a exibição do americano "A Estrada", uma aventura futurista estrelado por Viggo Mortensen. 
Por THIAGO STIVALETTI.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Juanita Castro


Últimamente, após entrar em contato direto e diário com os textos de Yoani Sanchéz, tenho lido bastante sobre Cuba. Há pouco li um texto interessante sobre a irmã de Fidel, que, incluvise, acabou de lançar um livro polêmico sobre a família Castro.

Juanita Castro, irmã de Fidel e Raúl Castro, revelou ter trabalhado para a Agência Central de Inte­­ligência dos Estados Unidos (CIA) depois de ter sido recrutada pela esposa do então embaixador brasileiro em Havana. A revelação foi feita em entrevista transmitida no domingo pela emissora Univisión.
Hoje com 76 anos, Juanita apoiou inicialmente Fidel quando o grupo dele derrubou o ditador Fulgencio Batista. Rapida­men­­te, porém, desiludiu-se pelo grande número de execuções e outros abusos da revolução, disse ela durante entrevista ao canal hispânico de Miami.

A casa dela converteu-se em um refúgio para anticomunistas, antes que a própria Juanita decidisse deixar o país, em 1964, quan­­do se exilou no México.

Juanita afirma que foi recrutada para trabalhar pela CIA por Vir­­ginia Leitão da Cunha, mulher do então embaixador do Brasil em Havana, Vasco Leitão da Cunha, que posteriormente foi ministro das Relações Exteriores, entre 1964 e 1966.

Juanita Castro disse que colaborou com a CIA enquanto estava em Cuba e também depois de sua partida. Posteriormente, ela se exi­­lou em Miami e abriu uma farmácia.

Recentemente, Juanita lançou suas memórias, “Fidel e Raúl, meus irmãos. A história secreta”, pela editora Santillana. O livro foi escrito pela jornalista María Antonieta Collins, a partir de uma entrevista. A irmã de Fidel disse que o primeiro contato da CIA ocorreu pouco após a fracassada invasão da Baía dos Porcos, quando ela viajou pa­­ra o México para se reunir com o funcionário encarregado de seu recrutamento, em 21 de junho de 1961. Ela contou em detalhes que Leitão da Cunha e sua mulher ha­­viam abrigado muitos revolucioná­­rios durante a ditadura de Ba­­tis­­ta, e simpatizaram inicialmente com o governo Fidel, mas posteriormente ficaram decepcionados.

Segundo Juanita, ela e Virgínia viajaram separadamente para o México para se encontrar com Tony Sforza, um dos especialistas da CIA em Cuba. Juanita via­­jou com o pretexto de visitar uma irmã, a quem nunca mencionou o assunto. Sforza trabalhava infiltrado em Cuba, passando-se por jogador de cassino com o nome falso de Frank Stevens. Juanita recebeu o nome de “agente Donna” e teve como primeira missão entregar dinheiro a homens da CIA na ilha.

A CIA se comunicava com ela por mensagens cifradas em um rádio de ondas curtas. Antes da crise dos mísseis, Juanita passou informações à CIA de que foguetes soviéticos eram instalados em Cuba, e também sobre visitas dos russos à ilha. A agência decidiu afastá-la de Cuba depois que Raúl foi dizer à irmã que havia acusações contra ela por supostas atividades contrarrevolucionárias. Aparente­­men­­te, não haviam descoberto sua ligação com a CIA. Juanita afir­­ma que foi Raúl quem lhe conseguiu um visto para viajar ao México. Chegando ao país, ela es­­creveu um texto rompendo com a revolução.

“Comecei a me desencantar com o regime quando vi tanta injustiça”, afirmou Juanita na entrevista, referindo-se às prisões, aos fuzilamentos e aos confiscos do governo revolucionário.

O blecaute de Chaves



A impopularidade de Chaves aumentou ultimamente frente a população venezuelana, considerando o fracasso no abastacimento e distribuição de energia. 

Apesar de a Venezuela ter sido inundada pela riqueza do petróleo nos últimos anos à medida que os preços da energia subiram, a raiz do problema está na persistente falta de investimentos para manter e expandir as redes de água e luz (há de se lembrar também, claro, da má administração crônica, falta de planejamento e a corrupção).

Chaves não assume a raiz do problema, e o El Niño - coitado - continua levando a culpa.

Bom, vamos aguardar e ver como será seu desempenho nas eleições para o legislativo no ano que vem.

p.s. e apague a luz quando sair.