terça-feira, 8 de dezembro de 2009

"A Condição Humana", de Andre Malraux



André Malraux foi um escritor francês de assuntos políticos e culturais. É, além de um grande escritor, um grande pensador da época. Tanto que Hannah Arendt, em um ensaio sobre as contribuições européias contemporâneas para a filosofia política, discute a obra de Malraux. Foi amigo pessoal de Camus, assim como de Charles De Gaulle. Participou ativamente da resistência francesa durante a ocupação nazista na Segunda Guerra Mundial.


Publicado em 1933, entre duas grandes guerras e em um período pré-revolução chinesa, “A Condição Humana” revela as conclusões tiradas por André Malraux sobre os homens, em geral.

Descreve também a condição humana européia diante da globalização e a possibilidade de uma ascensão efetiva à consciência humana. Fala da era atômica, no tempo em que não se concebia ainda a destruição em massa. O autor também não esquece a crise de 1929, que lançava o mundo numa confusão econômica, e se pauta também sobre o nacionalismo chinês.


Quanto aos personagens, os temas são distintos e seus dilemas variam: Tchen e o assassínio, Clappique e a loucura, Katov e a revolução, May e o amor, Gisors e o ópio, Kyo e sua indiferença, etc.


A linguagem do livro não é fácil e a leitura não é dinâmica. Faz facilmente um leitor desinteressado e de fim de semana desistir no livro no primeiro capítulo. Quem seguir até o fim, terá o prazer de desfrutar dos conflitos de existência de seus pergonagens em meio a uma época de guerra e sofrimento.


De certa forma, me fez lembrar os dilemas de Raskólnikov (Crime e Castigo, de Fiódor Dostoiévski) o famoso jovem estudante russo que comete um assassinato e se vê perseguido por sua incapacidade de continuar sua vida após o ato. Mas não há semelhanças entre uma obra e outra, apenas me fez recordar o prazer que foi ler Dostoiévski.


Bom, indico "A Condição Humana", de Andre Malraux, para quem tiver paciência e interesse por temas de história e política.



segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Campanha: não siga idiotices no Twitter




Não sei se a maioria das pessoas está notando, mas uma parte certamente sim, o Twitter está lotado de idiotices e coisas inúteis. É impressionante como as pessoas não conseguem tirar o melhor de uma grande idéia como essa.

Conhecem a frase "Se não tem nada para falar, fique calado." ? Então, para bom entendedor, 140 caracteres bastam.

domingo, 22 de novembro de 2009

De cuba, com carinho




Na sexta-feira pela manhã terminei de ler o livro "De Cuba, com carinho", da famosa blogueira cubana Yoani Sanchez. O livro é um apanhado maravilhoso dos melhores textos - selecionados pela própria autora - de seu polêmico blog Generación Y, que, com milhões de acessos mensais, foi eleito um dos 25 melhores blogs do mundo. Da mesma forma., Yoani foi eleita pela revista Time uma das mulheres mais influentes do mundo.

Vale citar que em Cuba a compra de computadores é proíbida, assim como o acesso a internet. Somente estrangeiros residentes no país e pessoas autorizadas pelo governo podem desfrutar desse "luxo". Yoani conta com uma rede de amigos e seguidores em  vários países, especialmente cubanos que vivem no exterior, para postar seus textos clandestinamente. Enquanto não era uma pessoa pública, era ainda conseguia se passar por estrangeira - com pele branca, herdada dos avós espanhóis - e acessar a internet em hóteis, pubs e cafés, quando tinha algum dinheiro.

A autora se concentra em relatar - da forma mais sagaz, inteligente e sarcástica possível, -o cotidiano da vida na Ilha. Ela aborda temas como o racionamento dos alimentos, a precariedade da saúde e educação, pirataria e contrabando, como também faz duras críticas políticas e ideológicas ao governo de Fidel e Raul Castro. Denomina Cuba, com pesar, como "um país encalhado no tempo".

Um dos melhores textos é o "Venha e viva essa experiência", onde Yoani convida os turistas à visitarem Cuba, mas não da forma como geralmente o fazem. Ela narra como seria o desafio de passar uma temporada na Ilha vivendo como os cubanos realmente vivem e tendo que lidar com uma série de problemas e limitações cotidianas.

Enfim, é uma leitura muito interessante e de linguagem fácil. Está mais do que indicado!


quinta-feira, 19 de novembro de 2009

25 anos de impunidade do acidente químico em Bhopal



Em 2009 tivemos o vigésimo quinto aniversário do vazamento de gás tóxico na cidade indiana de Bhopal, que causou milhares de mortes e exigem justiça para as centenas de milhares de vítimas. O governo indiano estima que 15 mil pessoas morreram nestes 20 anos em decorrência da contaminação, mas ativistas falam em quase 33 mil vítimas no total.
Defensores dos direitos humanos, ecologistas, milhares de sobreviventes e pessoas que apóiam os atingidos participaram hoje, de uma passeata pela cidade de Bhopal, capital do estado de Madhya Pradesh, no centro da Índia, para lembrar a catástrofe. Os manifestantes levavam retratos de muitos dos mortos na tragédia e cantavam consignas pedindo justiça e a limpeza da área, ainda contaminada. Durante a passeata, foram queimadas imagens com os símbolos da empresa americana Union Carbide, proprietária da fábrica de pesticida onde aconteceu o acidente, e da também americana Dow Chemical, que a adquiriu em 2001.
Centenas de sobreviventes e milhares de outras pessoas participaram na noite de quinta-feira de uma vigília na qual, como a cada ano, foram acendidas velas e as vítimas de Bhopal foram lembradas.
O acidente químico, ocorrido pouco depois da meia-noite do dia 2 de dezembro de 1984, causou inicialmente a morte de 7 mil pessoas. Vinte anos depois da catástrofe, muitas das vítimas e seus familiares continuam sem receber nenhuma indenização e sem possibilidade de ter acesso a tratamentos médicos adequados.
A empresa Union Carbide aceitou, em 1985, a "responsabilidade moral" do acidente e acordou com o Executivo indiano, sem ir a julgamento, o pagamento de US$ 470 milhões de indenização. Este dinheiro foi depositado no Banco da Reserva da Índia e somente parte dele foi utilizado para indenizar algumas das vítimas. Estas não podem entrar com uma ação contra a multinacional americana, devido ao acordo feito com o governo.
Em outubro, o Supremo Tribunal da Índia aprovou o pagamento de parte do dinheiro restante, cerca de US$ 350 milhões, a 572 mil vítimas e familiares, uma quantia muito inferior à que exigem. Mais de 100 mil pessoas, segundo várias organizações, sofrem na atualidade de doenças crônicas, como cegueira, câncer, tuberculose, problemas respiratórios, depressão, irregularidades menstruais e problemas de articulação. Shyam Agarwal, médico que participa da campanha de ajuda às vítimas de Bhopal, disse hoje que a incidência do câncer de pulmão na região aumentou significativamente e, embora não tenham mencionado números, organizações de defesa apontaram que é quatro vezes superior à habitual.
O médico afirmou que a companhia Dow Chemical, atual proprietária da fábrica, que está fechada, esconde informação vital para estabelecer um tratamento médico eficaz para as vítimas, como a composição exata do gás e a quantidade do mesmo. "O gás que vazou era formado por pelo menos 21 tipos de gases, dos quais até o momento só dez puderam ser identificados", disse Agarwal, que explicou que muitos dos doentes recebem tratamento médico gratuito em um hospital local.

A BBC publicou em 2004 uma pesquisa que indicava que a água em Bhopal tem um nível de contaminação 500 vezes mais alto que o limite estabelecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Depois destas denúncias, as autoridades de Madhya Pradesh anunciaram ontem que ordenaram uma pesquisa para determinar a quantidade de lixo tóxico que há na área e prometeu que este será um primeiro passo para uma "limpeza total".
A Union Carbide começou os trabalhos de limpeza do local depois do acidente, gastando cerca de US$ 2 milhões. Em 1998, o governo assumiu as responsabilidades por essa operação.

Até hoje não houve justiça pelas vítimas de Bhopal.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Rapidinhas: Os PACs de José Serra



Enquanto o presidente Lula e a Ministra Dilma Roussef andam pelo Brasil acompanhando e inaugurando as obras do PAC, em São Paulo José Serra  anda às voltas para se esconder das câmeras, por conta dos repetidos escândalos causados pelos acidentes com suas obras.


Há tempos pessoas, casas e carros caíram no buraco do Metro; agora, várias pessoas ficaram feridas dentro de carros que foram esmagados por 4 colunas do RODOANEL que tombaram.

Já andam dizendo por aí que, no caso de Serra, PAC é o barulho de coisa caindo. Com a queda destas 4 colunas, houve 4 PAC's. Caiu a primeira e escutou-se um PAC, segunda outro PAC...

domingo, 15 de novembro de 2009

Rapidinhas: FHC decide, após 18 anos, reconhecer filho com jornalista


 Uma matéria, publicada na edição de hoje da Folha, informa que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (nosso famoso camelô de Estatais) reconhecerá oficialmente Tomas Dutra Schmidt como filho. O jovem hoje tem 18 anos, nasceu da relação amorosa que FHC teve com a jornalista Mirian Dutra, da TV Globo (claro, não poderia seria de outra emissora esse caso de amor).

Miriam Dutra vive fora do país até os dias de hoje, já que foi expulsa na época desse escândalo para não "manchar" a imagem do respeitado professor e sociólogo.

Ô gente chinfrin.

Rapidinhas: Collor entrega eleições de 1989 "Globo foi fundamental".


Fernando Collor, em entrevista a Folha Online, sobre as eleições presidenciais de 1989: "Relação com a Globo ajudou, sem dúvida nenhuma ajudou. Ajudou bastante."

Bom, sem comentários.

 p.s. E ele ainda teve um debate editado, a seu favor, porque tinha sido muito ruim. Depois dessa polêmica em 1989, a Globo decidiu nunca mais "editar" debates.

http://noticias.uol.com.br/especiais/eleicoes-1989/ultnot/2009/11/15/ult9005u10.jhtm