sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Preguiça internética


Essa semana estive conversando com uma amiga que precisa fazer uma pesquisa para um trabalho na área de negócios internacionais. Na ocasião, indiquei algumas fontes interessantes: alguns livros de autores renomados, capítulos avulsos e também revistas sobre o assunto.

No fim, ela acabou por consultar meio dúzias de páginas na internet.

Ontem comprei a edição nova da revista "Língua Portuguesa" e lá estava uma matéria que começava com o título "Is Google Making Us Stoopid?", um livro do autor Nicholas Carr. Achei interessante essa percepção e análise (muito pertinente, por sinal) de que a internet está fazendo com que as leituras fiquem muito superficiais. As pessoas estão se tornando, com ou sem consciência disso, incapazes de ler textos longos e complexos. Abriu-se mão de textos acadêmicos em troca de resumos, notas e textos informais. 

Não quero nem imaginar como estarão as redações de vestibulares daqui há um tempo, muito menos como estarão escrevendo jornalistas, advogados, e até futuros professores de português.

5 comentários:

Gael disse...

Nossa, que matéria fantástica! E o livro então? Ficou perfeito. Tive até votnade de procurar na Amazon. Viu algum preço?

David Souza disse...

Stoopid foi sensacional. Parabéns pelo blog! Estou conhecendo agora e vou voltar outras vezes. abração!

Luciana Dias disse...

Que máximo. Realmente, a internet como um todo está nos deixando assim. Infelizmente...onde vamos parar e como nossos filhos estarão escrevendo no futuro? *medo*

Major disse...

Vou comprar esse livro, ele conseguiu traduzir o que eu havia pensando há um tempo...

Mário Machado disse...

Não sei até que ponto realmente a internet torna as pessoas preguiçosas para ler. Eu por exemplo leio muito mais por causa dela, do que na minha adolescência parte off line, parte ligada por modem telefônico. Naquele tempo eu dependia de bibliotecas públicas (que perto de casa era terrivelmente mal equipadas). Assim, muita coisa ficou apenas no que os textos dos livros escolares diziam sem nenhuma outra visão.

Mas, tenho para mim que a tecnologia só tão eficiente quanto seu usuário.

Abs,